Para especialista, consumidores estão mais conscientes sobre a utilização dos seus dados após a chegada da regulamentação
 

Com o aumento de vazamentos de dados e ataques cibernéticos — o Brasil é um dos principais alvos desta modalidade do mundo — os consumidores passaram a ficar mais precavidos na hora de disponibilizar seus dados pessoais no comércio e nas empresas, já que é comum que os clientes tenham que fazer um cadastro no ato das compras, tanto em lojas físicas, como virtuais, com informações como nome, endereço e número de documentos.

Dependendo da situação, a coleta dos dados é necessária, como em compras feitas pela internet por meio de crédito e com entrega em casa. O fornecedor precisa receber os dados do cliente para o cadastro, emissão de nota fiscal e entrega do produto ou do serviço. 
 

Segundo o engenheiro eletrônico Ruy Rede, especialista certificado em compliance, inovação e automação e sócio da Beelegal soluções tecnológicas, a coleta é necessária quando implica em informação essencial para atender alguma necessidade do cliente, como, por exemplo, em caso de concessão de crédito, quando a instituição financeira precisa dos dados pessoais para avaliar a viabilidade de concessão de empréstimo. 
 

“A captura de dados pessoais muitas vezes é necessária, mas o importante é entender como a empresa trata, compartilha e descarta esses dados. Este processo deve seguir as premissas da LGPD e as empresas precisam ser transparentes e informar o titular sobre como gerencia estas informações. Já existem soluções de software para as empresas garantirem esse gerenciamento com custos acessíveis”, explica Ruy.
 

O especialista aponta algumas dicas para o cliente saber se seus dados estão realmente em segurança. “É preciso que o consumidor interaja com empresas de alta credibilidade, que sigam os padrões determinados pela Lei. O consumidor tem o direito de questionar a empresa sobre seu processos e como ela trata os dados e a empresa deve ter canais de comunicação com o consumidor, onde ele possa requerer informações sobre seus dados”, explica. 
 

“Outro ponto importante, segundo Ruy, é a necessidade do consentimento formal do cliente para que os seus dados sejam repassados a terceiros. “Este consentimento deve fazer parte do contrato ou ser capturado online, com a certificação de que o cliente é o titular do dado”.
 

Em caso de uso indevido de dados pessoais, os consumidores devem imediatamente entrar em contato com a empresa para entender se a utilização cumpre o estabelecido pela LGPD. Em caso de dificuldade ou falta de repostas, as denúncias podem ser feitas diretamente nos canais da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) ou no Procon. 

Fonte: Ruy Rede: Engenheiro Eletrônico, pós graduado em Marketing, especialista e certificado em Compliance, Inovação e automação. Sócio da Beelegal soluções tecnológicas.