Radiação ultravioleta ativa diferentes doenças

Proteger a pele dos raios UV é coisa séria. Esse deveria ser motivo de muita preocupação para os brasileiros, uma vez que o câncer de pele representa 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD, são cerca de 176 mil novos casos por ano. Entre as principais causas estão justamente à exposição excessiva sem a devida proteção adequada a esse tipo de radiação.

A exposição aguda à radiação ultravioleta provoca insolação, com aumento da sensação de calor sobre a pele, podendo evoluir para queimadura solar, que se caracteriza por eritema (pele vermelha), formação de bolhas, ressecamento, entre outros problemas. Ela também lesa as células epiteliais, altera o DNA e libera substancias orgânicas que promovem a inflamação e dilatação dos vasos, além de redução da imunidade. Por outro lado, em longo prazo, a radiação pode induzir alterações degenerativas nas células, tecidos fibrosos e vasos sanguíneos e levar ao envelhecimento prematuro da pele. Ocorrem também alterações das fibras elásticas, desarranjo das fibras colágenas, dilatação dos vasos sanguíneos e aumento do numero de células inflamatórias. Assim há a indução do fotoenvelhecimento, ou seja, a pele torna-se enrugada, seca, de cor amarelada, com menor elasticidade e maior flacidez, surgindo ainda manchas brancas e pigmentadas. O fotoenvelhecimento aumenta a propensão ao desenvolvimento de câncer cutâneo melanoma e não-melanoma.

Estudo realizado pela Universidade de Manchester e pelo Instituto do Câncer, em Londres, descobriu-se que os protetores solares, mesmo aqueles com FPS 50, não protegem completamente a pele dos raios ultravioletas (conhecidos como UV), o que abre uma brecha ao risco de câncer, a longo prazo.

Segundo o médico dermatologista Victor Peixoto, sem dúvida, o filtro solar é a forma mais usual de proteger a pele, no entanto, não deve ser a única. Nos dias atuais, já se encontrar a confecção de roupas e acessórios com proteção UV.  Os fios do tecido recebem banhos químicos sintéticos e de dióxido de titânio, substância presente nos protetores solares que conferem uma ótima proteção solar. Essa tecnologia garante 98% de proteção e já pode ser encontrada em todo o tipo de vestuário, desde moda praia, moda esportiva ou até mesmo roupas para o dia-dia. Explica o consultor da Litoraneus e dermatologista Victor Peixoto.