No mês da audição e da prevenção contra o zumbido tratamentos inovadores trazem alívio e qualidade sonora para os pacientes

Imagine ter que conviver diariamente com um barulho no ouvido semelhante ao deuma panela de pressão, uma sirene, um chiado ou o som de cigarra. Esta é a sensação de quem sofre com o zumbido, ou seja, cerca de 250 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, esse número chega a 28 milhões de pessoas. O zumbido é a percepção de um som na orelha ou na cabeça sem que haja uma fonte sonora externa. Este mês, a campanha Novembro Laranja e a data Nacional de Combate à Surdez, celebrada no próximo dia 10, destacam aimportância de atentar para a saúde auditiva.

Na maioria dos casos, o zumbido é um alerta para os ouvidos. Aproximadamente, 94% dos pacientes com o sintoma apresentam algum grau de perda auditiva, mesmo a mais leve, onde ainda não se percebe a dificuldade no ouvir. Quando ele se manifesta de forma intensa, interfere diretamente na qualidade de vida do paciente, ocasionando irritabilidade constante, perda de concentração e do sono, além deafetar o humor, as relações pessoais e profissionais.

Através do uso de aparelho auditivo é possível amenizar até 90% do ruído, proporcionando melhora na saúde auditiva e, dessa forma, mais conforto e qualidade de vida. Segundo Nathália Lins, fonoaudióloga* especialista notratamento, o aparelho contribui tanto para as questões do sintoma quanto da comunicação. “As novas tecnologias implementadas nos aparelhos auditivos proporcionam ao paciente uma escuta cada vez mais próxima da audição natural. E apesar da perda auditiva ser um problema irreversível, quanto melhor essa qualidade do som, menor é a tendência do problema progredir, podendo ser , inclusive, estagnado”, explica a fonoaudióloga.

Baseada em estudos da Universidade de Oregon e do Laboratório de Pesquisa de Audição de Kresge, foi criada uma nova terapia de habituação para pacientes
com zumbido. A Notch Therapy, ao contrário da tradicional, programa o aparelho auditivo para produzir uma frequência idêntica à do zumbido, realçando os sons exteriores. “O uso da estimulação sonora cria e fortalece sinapses neurais fazendo com que haja conforto e habituação do zumbido. Além de aumentar a competição sonora, assim o cérebro não recebe mais o som externo na mesma frequência e é estimulado a não perceber o zumbido. E, consequentemente, o paciente passa a ouvir menos o ruído”, explica Natália, que faz parte da equipe de fonoaudiólogas da Menthel, única empresa a aplicar este tratamento no Nordeste.

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