No Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer – Pernambuco (GAC-PE), quando um paciente encerra o tratamento de quimioterapia toca o “Sino da Conquista” e é afagado por médicos, enfermeiros e voluntários sob aplausos. Por causa da pandemia do novo coronavírus, isso não será possível, mas não desfaz o sorriso e a felicidade do pequeno Nicolas Isaac de quatro anos e de sua família . O garoto está livre da quimioterapia e será acompanhado em consultas eletivas no Centro de OncoHematologia Pediátrico (CEONHPE) do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC).

Em dezembro de 2019 Nicolas foi diagnosticado com Linfoma de Burkitt, um câncer raro que acomete os linfócitos, células de defesa do corpo. O pai do paciente, Isael Leite, conta que a volta pra casa é uma vitória de todos. “Depois de tanta luta, choro e esperança, vivemos a imensa felicidade de concluir um ciclo tão doloroso. O apoio e o acolhimento da equipe médica foi fundamental durante esse tempo”, destacou. De volta ao município de Pesqueira, no Agreste, o foco é manter os cuidados e se proteger da covid-19. “Vamos cumprir o isolamento social e cuidar da alimentação de Nicolas para fortalecer seu sistema imunológico, conforme orientações médicas. Meu filho é um vencedor!”, Conclui Isael.

Com o término das quimioterapias, a próxima etapa do tratamento para  Isaac é o acompanhamento com oncopediatras em consultas e exames. Depois de cinco anos, se tudo correr bem, recebe alta definitivamente. “O tradicional Sino da Conquista não soará os corredores do GAC-PE, mas em um momento de crise que assola o país, boas notícias merecem ser compartilhadas. Nossa instituição existe para aliviar a dor de crianças e pais que muitas vezes vivem em situação de vulnerabilidade”, explica a oncologista pediatra e presidente de GAC-PE, Vera Morais.

UNIÃO 

O GAC-PE é uma das instituições envolvidas no movimento “Todos Juntos Pela Solidariedade” , ação conjunta com a Santa Casa de Misericórdia, Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), Núcleo de Apoio à Criança com Câncer (NACC) e o Movimento Pró-Criança. Mesmo de casa, respeitando o distanciamento social, as pessoas podem realizar doações por meio de transferência bancária, boleto, insumos, alimentos, Equipamentos de Proteção Individual (EPI) ou por aplicativo. As organizações registram queda nas doações desde o início da pandemia.

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